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Mulher na guerra08 de março de 2019    Por: souoribaAdmCOMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS

“A guerra não tem rosto de mulher”

Você talvez conheça a frase acima do best-seller de Svetlana Aleksiévitch, mulher bielorussa bem ‘atenta à guerra’. Ou talvez você reconheça essa frase do imaginário popular, que indica como deve ser uma guerra. Quando pensamos em um ambiente de combate, o que lhe vem à mente? Apostamos em homens fortes e valentes carregando armas pesadas e arriscando suas vidas, enquanto as mulheres os esperam voltar para casa sãos e salvos. No entanto, se olharmos a história com um pouco mais de atenção, veremos que não é bem assim.

Russas ao combate

No final da década de 70, Svetlana Aleksiévitch resolveu mostrar, com o livro A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, uma realidade que muitos desconhecem – e que outros preferem ignorar. O livro relata histórias de mulheres russas que mostraram toda a sua valentia lutando na Segunda Guerra Mundial nos fronts de batalha, como franco-atiradoras e estrategistas.

Elas não eram obrigadas a lutar, mas se alistavam para servir seu país, sem se importar com os rótulos que receberiam: eram vistas como másculas ou até promíscuas. E mesmo fazendo parte daqueles que ajudaram a derrotar os alemães, não tinham seu valor reconhecido. Algumas até escondiam seu passado militar por conta do preconceito.

Uma outra forma de lutar

A americana Anna Coleman Ladd pode ser considerada uma figura marcante na Primeira Guerra Mundial, mas não pelas razões convencionais. Anna ajudou centenas de veteranos de guerra restaurando seus rostos desfigurados.

Em dezembro de 1917, Anna juntou uma equipe e foi até a França decidida a mudar vidas. Ela fundou o Estúdio de Máscaras da Cruz Vermelha Americana em Paris. Lá, a partir de fotos tiradas antes das lesões, a escultora começou a confeccionar máscaras em moldes de gesso para os seus “valentes sem rostos”, como ela gostava de chamar os pacientes.

Muitos homens sentiam-se tão envergonhados com seus rostos deformados que andavam nas ruas com ataduras sob a face ou se tornavam reclusos. Graças a Anna, esses guerreiros tiveram a oportunidade de regressar à vida em sociedade.

Soldado Medeiros

Você talvez não saiba quem foi Maria Quitéria Medeiros, mas ela é um exemplo nacional da emancipação feminina. Maria Quitéria foi a primeira mulher a fazer parte do exército brasileiro. Em 1822, ela fugiu de casa, cortou os cabelos e, com as roupas de seu cunhado, apresentou-se em uma base militar como soldado Medeiros, para servir seu país na luta pela Independência.

Algum tempo depois, sua identidade foi descoberta, mas o major Silva e Castro não permitiu que Maria Quitéria fosse exonerada, reconhecendo sua importância para a tropa. Sua coragem serviu de inspiração para que outras mulheres decidissem ingressar no exército, formando um grupo que mais tarde seria comandado pela própria soldado Medeiros.

Com a derrota do exército português, Maria Quitéria foi promovida a cadete e ganhou o título de heroína da Independência.

Em honra a todas as guerreiras

Toda mulher já nasce guerreira e tem a valentia necessária para enfrentar suas próprias pelejas: em casa, no trabalho, nas ruas. A mulher já venceu inúmeros combates sociais e segue no campo de batalha lutando pela conquista de seus direitos. A todas as guerreiras, nós, da Oribá, desejamos um feliz Dia Internacional da Mulher.

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